Tentativa de assalto causa incêndio em Gaia

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Um incêndio destruiu completamente três armazéns em Serzedo, Vila Nova de Gaia, este domingo. O fogo terá começado num dos complexos, na rua Caminho do Senhor, onde estava guardada uma carrinha funerária, segundo informações dos bombeiros e da GNR no local. Outro armazém, para além dos três destruídos que continham rolos de papel, tecido e móveis, ficou parcialmente destruído.

Os bombeiros foram alertados pelas 19h10 e cerca das 00h45 desta segunda-feira o incêndio continuava a lavrar apesar de já estar dominado. Havia apenas ainda alguns focos de chamas no que era o interior dos armazéns, já que deles só restaram as paredes. Pouco depois, os bombeiros iniciavam os trabalhos de rescaldo, que prosseguiram durante a noite, e garantiam não haver reacendimentos.

Para o local, e depois do alerta, foram enviados 54 bombeiros das corporações de Gaia, Aguda, Valadares e Carvalhos em 16 viaturas de combate a incêndios, entre elas uma da corporação do Porto, e um autotanque de Avintes.

“Os armazéns ficaram completamente destruídos por dentro. Quando cá chegámos tratámos logo de extinguir o incêndio que estava a lavrar no primeiro armazém onde estava a tal carrinha. Pensámos, nessa altura, que estava tudo bem até que nos apercebemos que as chamas já tinham passado para os outros complexos através da cobertura que ficou toda tomada”, disse ao PÚBLICO o comandante da Companhia de Sapadores Bombeiros de Gaia (CSB), Salvador Almeida.

Os bombeiros estavam já há horas a tentar extinguir completamente o incêndio no conjunto de armazéns, na Zona Industrial de Serzedo, e a rua permanecia fechada ao trânsito. Ños armazéns, não se encontrava ninguém. Muita população residente nas imediações juntou-se em volta da área, curiosa com o sucedido. Não há registo de qualquer ferido.

No local, alguns populares conversavam sobre a possibilidade de o incêndio ter sido resultante de uma tentativa de assalto no primeiro armazém, complexo vazio onde estava apenas estacionada a carrinha funerária que ficou carbonizada. Esta possibilidade foi também mencionada pelo presidente da Câmara Municipal de Gaia, Eduardo Rodrigues. Alguns moradores disseram que assaltos aos armazéns não são incomuns. A GNR não confirmou, porém, a hipótese.

Fonte: Jornal Público